Categoria: Política


Hoje é 14 de julho! Vive la Révolution!!! Le roi est mort, vive le peuple…!!!

Mas antes de sair dando saltinhos, acho que aqui cabe uma reflexão: os fins justificam os meios? Para instaurar o novo regime, foi justificado matar os representantes do “ancien régime”? E “la Terreur” e o “la grande Terreur” instaurados pelo nosso amado Robespièrre, que foi tão ou mais cruel e desproporcional em seus atos que a própria Santa Inquisição? Não havia cidadão que estivesse seguro da onda de denuncismo, que poderia render um lugar na grande navalha nacional, a guilhotina.

Cabe a nós fazermos uma reflexão sobre a revolução e encararmos que para um bem maior, muito mal e muita sujeira foi feita.

É isso aí, esta é a minha mensagem de 14/07.

Um abraço

O processo de investigação no Brasil tem produzido bons efeitos e está apontando pessoas responsáveis por crimes que anteriormente não eram incomodadas. Porém a justiça está indo contra o interesse da nação em punir os criminosos do `”colarinho branco” e está criando dificuldades ao trabalho policial.

Um bom exemplo deste fato foi o uso de um desvio de conduta de um servidor, que interceptou ilegalmente uma conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal, como pretexto para criar uma normatização que dificulta a concessão de autorização da quebra de sigilo telefônico. A dificuldade criada pelas novas regras pode, a qualquer momento, comprometer a celeridade de uma investigação, beneficiando os que cometeram algum delito e que sejam alvo de investigações de órgãos policiais. Pessoas com bons advogados, ou contatos no judiciário, poderiam ser informadas ou até mesmo interferir no processo de autorização da escuta, numa flagrante interferência da atuação da justiça.

Outro exemplo da interferência judicial é a limitação do uso de algemas em operações que culminem na prisão de pessoas. Pelas novas regras, se o acusado aparentemente não apresentar perigo ou ameaça física a si próprio ou aos agentes da lei, só poderá ser algemado se houver autorização para tal no mandado de prisão. O problema é que não há como saber qual será a reação de uma pessoa à voz de prisão, nem qual será seu comportamento ao ser conduzido até o distrito policial. Esta norma expõe ao perigo a integridade física de todo e qualquer agente da lei, no exercício de sua função, em nome da integridade de imagem daqueles que supostamente incorreram em crimes contra o nosso ordenamento legal.

Constatamos, portanto, a interferência da justiça em procedimentos policiais e processuais que sob a justificativa de proteger direitos e garantias individuais, acaba por lesar o processo de investigação, a segurança dos agetes da lei e o interesse maior de toda a sociedade, que é punir os crimes do “colarinho branco”.

Não posso deixar de comentar a passagem de Bush pelo Brasil. As considerações mais importantes são as de cunho pessoal: Bush é um idiota, se porta como um idiota, fala asneiras e parece com o Alfred E Newman – taí uma foto que não me deixa mentir sozinho…

Alfred E Neuman Bush

O seu colega brasileiro é um parvo de sorte – devia se chamar João (a minha avó costuma dizer que todo João é bobo mas é de sorte). Falou muita bobeira, citou o famoso ponto “G” para ilustar o atual estado das relações entre Brasil e EUA, ao demonstrar o etanol da Petrobrás não sabia diferenciar gasolina do álcool – um baita de um vendedor!!!

Lula presidiário

E também houve a participação dos nossos meninos, os estudantes, que ao invés de estar na escola, estavam em manifestações mexendo com tinta, brincando de pique-pega com a polícia e mexendo com fogo! Se papai pega, deixa de castigo, hein meninos mauzinhos!  O pior dessas manifestações é que 95% dos que ali estão não têm sequer idéia do porque protestar – somente repetem palavras de ordem copiadas de quem tem interesse na bagunça…

O lado positivo é que a visita da comitiva americana tem por objetivo estabelecer um contato inicial para a comercialização do álcool etanol produzido aqui no Brasil para os EUA. Isso é muito bom para o Brasil. Vai aquecer a indústria sucro-alcooleira, vai gerar empregos e oportunidades em toda a cadeia produtiva da cana – e a lista de setores é interminável: máquinas e implementos agrícolas, fertilizantes, agrotóxicos, usinas alcooleiras, estocagem, transporte e distribuição, trabalho na indústria e no campo, etc, etc, etc… Nossa balança comercial terá um upgrade nas contas a receber. Nos mostraremos ao mundo como produtor eficiente e competente na produção de biocombustível, que em um futuro próximo poderá ser o principal componente da matriz energética dos países em detrimento ao petróleo, por ser muito menos poluente e agressiva ao meio ambiente. Estamos com a possibilidade de, levando ao limite, nos tornarmos a Arábia Saudita do futuro.

No final das contas, muito barulho para um idiota, ladeado pelo colega, que veio fazer um bom negócio conosco, para variar.

Abraços.

Quem me conhece sabe que sou capitalista – keynesiano convicto – e que acredito na “mão invisível” da economia para ajustar as necessidades do mercado (bem, isso é um exagero…) .  Mas como eu disse no post “A evolução das espécies”, as pessoas se imaginam comunistas na pré-adolescência, militam em juventudes socialistas na adolescência, e assim vão até o 2º grau ou o começo da faculdade.

Mas em determinado momento de suas vidas, as pessoas têm um estalo e acordam para a realidade, e verificam que toda aquela balela que defendiam não passa de uma grande bobagem – precisam pagar a faculdade, querem sair com as namoradas, casar e ter filhos – e para tudo isso, ser comunista é um baita empecilho…

 Comigo não foi diferente. Na minha adolescência, fui militante primeiro da UJS (União da Juventude Socialista), depois endureci o discurso e virei quadro de liderança da UJC (União da Juventude Comunista), responsável por coordenar ações de formação política de outros jovens como eu. Não dá para dizer que eu não gostava, eu me divertia às favas naquela época, e me metia em tudo quanto fosse discussão, debate, ato ou conversa de botequim.

O problema é que eu era meio abusado. Na época eu participava da moderação de um fórum na web que se chamava “Socialismo real brasileiro” e considerava aquilo como uma extensão da minha casa. Certa feita um camarada postou um comentário no fórum que eu não gostei e respondi de maneira “indelicada” ao cavelheiro. Não é preciso dizer que depois do incidente fui afastado da moderação. Abaixo a transcrição do ocorrido:

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> From: Ed???o Dias Lopes Filho <m????x@uol.com.br>
>
>
> O socialismo é uma “economia” retrógrada e sem estrutura. E por causa de
> pessoas como vocês que pensam que o país deve sofrer com as guerras
> frias que os partidos comunistas não são popularizados, palhaços!!!!!

Uma das maravilhas do atual momento político é a abertura que as pessoas têm de discutir e expor suas idéias livremente. O povo brasileiro, tão sofrido pelas diversas circunstâncias impostas pelas elites dominantes, pode ao menos se tranquilizar com a possibilidade de reinvindicar os seus direitos primordiais. E esta lista é um exemplo vivo disto, tendo em vista a sua diversidade de assuntos e a franca discussão dos mesmos.

Karl Marx dizia que as transformações dialéticas da história tendem a levar a humanidade ao socialismo. Ora, pois, estamos predestinados a ele, e isto é fato. Mas há diversas formas de precipitar o seu advento. Dentre elas a Revolução Armada. Ela não deve ser desprezada nem desconsiderada no decorrer do nosso caminho, uma vez que a “história da humanidade é a hitória da luta de classes”, nada mais natural que algumas destas lutas tenham chegado ao nível armado. Portanto, se for para o bem da esmagadora maioria, que uns poucos burgueses sintam o gosto da revolução, sim…

Agora, assumindo um caráter informativo ao sr. E????io “Madmax”,  o socialismo não é uma “economia” retrógrada e desestruturada, mas um sistema econômico e sócio-político embasado em sólidas fontes teóricas e experiências muito bem sucedidas. Ele é revolucionário no sentido estrito do termo, posto que vem a substituir um sistema totalmente diferente em meios e fins. A humanidade está, como acredito, fadada a ser socialista – conviva com isto!

Por fim, gostaria de falar ao sr. que senti-me muito honrado em ser chamado de palhaço – estes artistas vêm desde tempos imemoriais divertindo nossas crianças com toda a inocência e o carinho que elas merecem – diferentemente dos nossos queridos ”titios noeliberais” que as jogam na rua mendicando para sobreviver. Se sua intenção, sr. E???cio Gibson, foi a de insultar alguém, lamentamos, mas não fostes feliz. Respeite uma lista de discussão democrática, pois atitudes como esta levaram grandes povos ao fracasso – imbecil !!!

“Carinhosamente”,

Julio Cesar.

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Ainda bem que nós temos a chace de evoluir o nosso pensamento, e nos libertar deste nhenhenhem…

Abraços.

Um anjo no céu

Hoje faz um mês que uma criança inocente, um pequeno anjo, foi arrancado violentamente deste planeta, e foi para um lugar de muita luz e muita paz.

João Hélio hoje está melhor que todos nós, em companhia dos anjos e de Deus. Aqueles que  são pais imaginam o que deve ter sido esta perda para a família deste menino. Nós ficamos para refletir sobre o porque da brutalidade que sacrificou esta linda criança. Mas não apenas refletir, precisamos agir urgentemente para reprimir os perpetradores desta e de outras tantas maldades que ocorrem Brasil a fora.

No entanto, a inércia que o presidente lula e a ministra elen gracie (em minúsculo mesmo, homenagem às suas atuações minúsculas nos respectivos cargos) impõem com seus discursos sobre o “momento de comoção” são estratégias para dispersar, e não levar adiante nenhuma reforma efetiva. É o discurso da ovelha. A humanidade sempre deu grandes passos em momentos de comoção, muitas vezes dolorosas. Esse é o momento para agirmos e infligirmos medo ao malfeitor, medo real de sentir a punição severa da sociedade em resposta a condutas reprováveis, imorais e criminosas.

Fico me perguntando porque estas figuras importantes defendem tanto esta inércia: será que é efeito da empatia que provavelmente sentem com os criminosos?

 Abraços.

João Hélio: fique em paz, e olhe por nós daí, da sua nuvenzinha radiante de luz e paz…

Imbigo do homi  

Mas que susto que eu tomei quando vi  esta imagem pavorosa pela primeira vez… achei que o “homi” estava mostrando com que parte do brasileiro que ele ainda não f***, mas que também não escapa!!!

 Alguém me disse que é lá que ele guarda a todo o estoque da cachaça Brejinho que largam na frente do Alvorada.

 Vai saber…

 PS: Em tempo, mas que “imbigo” feio! P*** q** pa***!!!

 Abraços.

É sempre a mesma história: quando ocorre um crime que choca pela maldade e brutalidade dos perpetradores, as passeatas e manifestações pedindo “paz” brotam nas cidades como cogumelos depois da chuva.

São manifestações lindas, todas as pessoas de branco (ou de preto, conforme o viés da manifestação), as famílias se manifestando juntas, desenhos da pomba da paz, a presença das “ONGs” diversas, gente gesticulando o vôo da pomba, palavras de ordem exigindo o “fim da violência”, hippies e loucos em geral cantarolando Imagine,  gritos por “justiça, justiça, justica” e coisa e tal.

O problema é que nada desta besteira adianta. Os bandidos riem, da horda de otários fritando sob o sol escaldante do Rio ou de Brasília, enquanto eles maquinam seus planos para o próximo assalto ou o próximo sequestro.

Animais como os assassinos do garoto João Hélio não entendem outra linguagem que não a da força. E é essa a mensagem que a sociedade precisa dar aos bandidos: toda a transgressão deve ser duramente reprimida pelos aparatos policiais e deve ser punida severamente em penas cumpridas trabalhando de sol a sol na cadeia. Cadeia para todos os bandidos. Trabalhos forçados compulsórios. É disso que o Brasil precisa.

PS: Sou totalmente da paz, mas se um bandido resolver entrar na minha casa, LEVA BALA, porque não sou otário!

Como cidadão preocupado com a segurança pública, gostaria de elencar dois pontos que imagino que possam enriquecer o debate sobre a modernização das  execuções penais no Brasil:

  1. Com relação à maioridade penal, acredito que a pessoa deva ser julgada conforme a gravidade de seus atos, independentemente da idade que ela tenha. Há muitos casos de menores com 12, 13 anos que matam, estupram, e o fazem sob o manto protetor do ECA. Caso o crime cometido seja hediondo, a pena deve ser proporcional ao ato praticado, não importando a idade do criminoso;

  2. Uma vez condenado e que entre no sistema prisional, o condenado deveria cumprir jornada de trabalho diária, devidamente remunerada, mas compulsória a todos os detentos. Esta medida serviria como método para ressocialização do interno e traria diversos benefícios para todos, entre eles:

  •  
    • Para o detento: sem dúvida, o maior beneficiado. Ele teria formação profissional; ganharia um salário; teria seu tempo de serviço registrado na carteira profissional; receberia benefícios que um trabalhor recebe, como descanso semanal, férias anuais, décimo terceiro, etc; contribuiria com a prividência social, FGTS; poderia remeter parte dos rendimentos para sua família; não dispenderia tempo no ócio; e acima de tudo, reconquistaria a sua dignidade de ser humano perdida no crime com o seu trabalho;

    • Para o sistema prisional: renda para a administração do presídio, provinda do produto do trabalho dos detentos ou de parcerias firmadas com empresas interessadas em produzir nos presídios; redução da violência e de rebeliões em seu interior, posto que os detentos estariam ocupando seu tempo e suas mentes com o trabalho; redução dos custos para manutenção dos detentos, que seriam pagos em parte com o trabalho do próprio detento;

    • Para as empresas: mão-de-obra disponível para empregar em sua produção; incentivos fiscais concedidos pelo governo para que ofereçam trabalho ao sistema prisional; exercer a sua responsabilidade sócio-ambiental;

    • Para a família do detento: renda extra, gerada pelo seu familiar em seu trabalho na prisão; a noção de que seu familiar está cumprindo pena mas aprendendo algo que possa ser utilizado posteriormente em sua vida com honestidade e dignidade; após a soltura, recebê-lo em casa como uma pessoa melhor que aquela que ingressou no sistema prisional.

    • Para a sociedade: o detento após a soltura estaria apto a pleitear uma vaga no mercado de trabalho, haja vista a sua formação e experiência prévia adquirida no tempo de prisão; seria libertado um cidadão, e não outro bandido; em longo prazo, contribuiria com a queda da criminalidade, posto que como a educação, o trabalho na prisão também prepara a pessoa para opções de trabalho e vida digna fora da criminalidade.

Entendo que todas as pessoas no país devem trabalhar e de seu trabalho extrair seu sustento, e assim também deve suceder com os detentos. É outra forma de justiça com a sociedade, que eles trabalhem para se sustentar.

O que a Coréia quer?

 Bem, os tempos de guerra fria parecem que estão enterrados em um passado distante, e que o fantasma dos dias atuais é o terrorismo.

 Porém o pitoresco presidente da Coréia, Kim Jong-Il, dono de um nome hilário e cara mais engraçada ainda, parece querer colocar mais um caroço no angu degustado pelo mundo: os testes com uma arma nuclear azedaram de vez a relação da Coréia do Norte com a comunidade internacional. E a intenção dos camaradas “não é das melhores”, como retrata o poster que achei na net:

O que a Corea quer

O programa nuclear deles, diferentemente do Irã,  não tem um pingo de intenções pacíficas. Porém, apesar dos discursos, acredito que a prática de ambos anda em sentido contrário ao do discurso. Vamos por partes:

- a Coréia do Norte é um país arrasado pelo regime político e econômico implantado pelo pai do Kim Jong-Il, que é o último país de comunismo linha dura. Porém, sem a ajuda da grande União Soviética, o sr. Il ficou com o pinico na mão, tal qual seu colega de opressão Fidel Castro,  sem condições de garantir o almoço para os cidadãos do país, quem dirá a continuidade do regime. Nestes casos, a violência política costuma resolver, pelo ao menos por um tempo, até que o povo se revolte e tire o ditadorzinho do poder. Acho que o sr. Il já percebeu que está por um fio, e começou esta história de testes nucleares. Isso é bom para ele, primeiro que com este confronto ideológico com os EUA, ele melhora sua popularidade e revive o sentimento nacionalista da população; depois, ele que não é maluco de buscar confusão com a maior potência do mundo, irá propor termos para negociarem o programa nuclear norte-coreano – nada que alguns bilhões de dólares e alguma inserção nos mercados internacionais não resolva. Seria o suficiente para dar fôlego ao regime por mais alguns anos, até que o seu sucessor herde o pepino e a incubência de descascá-lo;

 - o Irã, com esse papinho furado de utilização pacífica da energia nuclear, não engana a ninguém. Ao contrário da Coréia do Norte, o Irã tem suas nádegas sentadas em boa parte das reservas mundiais de petróleo, e goza de bilhões de dólares das reversões provenientes deste recurso. A matriz energética de muitos países depende do petróleo que o Irã possui para manter as suas economias em atividade – não será o suficiente para o Irã gerar energia com o seu próprio petróleo, sem ter que pagar a ninguém? Não é melhor que comprar minério de plutônio e urânio da Ucrânia? Esta história está bem mal contada pelo sr. Ahmadinejad.

Desse jeito, verificamos que em política internacional nem tudo é o que parece. Sempre vale a máxima “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

Um grande abraço,

Julio


 PS: A Coréia está dizendo aos quatro ventos que tem tecnologia nuclear. Mas isso não é tecnologia de destruição em massa? Avisa pra o Bush rapidinho…  Ah, avisa também que lá não tem petróleo, mas no Irã tem…  

Errar uma vez é humano,

 Duas vezes é… Vote no Lula

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